Filosofia II – Prof. Arlindenor Pedro





 Na Alegoria da Caverna cada elemento tem um significado : uma Caverna (Corpo), fogueira (esclarecimento duvidoso), sombras (conhecimentos derivados das sensações), algemas (crenças sem julgamento), prisioneiros (seres humanos), prisioneiro que se liberta (filósofo), sofrimento (mudanças), luz do sol (esclarecimento verdadeiro), mundo fora da caverna (mundo real, onde esta a perfeição de tudo que existe).



Heráclito







 

Heráclito afirmava que o ser seria múltiplo e uno na sua existência. Para ele a ordem do mundo seria o devir (entendo-se isto como movimento), como a guerra dos contrários. O conflito seria o pai de todas as coisas e o movimento o motor da existência. Na luta dos opostos, em que sempre um dos pólos buscaria a sua supremacia, haveria este movimento. Para ele a permanência e identidade não passariam de ilusões. 

Tudo é movimento e luta dos contrários: a guerra, a discórdia e contestação movimentariam mundo. Ao contrário: a paz, a permanência, seria o desequilíbrio, pois para ele a oposição seria estar de acordo com consigo mesmo. 

Para ele a realidade não é tranqüila e inerte, pelo contrário: ela seria inquieta e móvel. Tudo é um por que o um é tudo. Do interior de cada oposto, do seu contrário, nasce o seu oposto. Como o oposto pode existir sem o seu oposto, perguntaria?

 A physis seria harmônica pela existência e luta dos contrários. Seria da essência da natureza ela estar oculta dos olhos dos homens, só se mostrado as aparências, pois os sentidos tenderiam ao engano. A verdade só seria desvendada pelos olhos do espírito, que veria o seu movimento, que é a sua essência. 

Heráclito lançou as bases da dialética que mais tarde, no século XIX seria desenvolvida por Hegel (*) e mais adiante por Karl Marx (*), através do materialismo dialético.

parmênides 

 Parmênides um dos mais proeminentes filósofos da Escola de Eléia, discordava das concepções de Heráclito . 

Ele seria segundo alguns autores, o criador da lógica e da ontologia, aqui entendida como o conhecimento do ser. De seu pensamento conhecemos apenas uma parte desenvolvida num poema sobre o conhecimento, onde ele faz a diferenciação do conceito de conhecimento do conceito de opinião- conceito dispersivo sem base real de comprovação. 

A verdade é o não oculto, o demonstrável, que não ficaria no campo das ilusões.


Para ele, haveria identidade entre pensamento, linguagem e realidade, isto é, entre pensar, ser e dizer.

Ele afirmava que o ser é o que é pensado, o que é dito. Em oposição a ele segundo Parmênides, existiria o não ser, portanto o não pensado e não dito. Logo, o não ser não existiria. Para ele o ser é; e o não ser não é.

O ser seria o pensável, o dito; já o nada é o não ser, é o impensável, o indito. O nada é o irreal, não é inteligível, não é comunicável: é o indizível, não pode ser falado. A afirmação do ser traria, então, no seu seio o seu contrário- o não ser.

Para Parmênides o ser é uno, pois se houvesse outro ser, o que seria outro ser? O não ser? Mas para ele o não ser não existe, não pode ser pensado, não pode ser dito. Portanto o ser é uno e não múltiplo.

O ser é indivisível ou contínuo, pois se ele de dividisse, o que seriam as partes divididas? Outros seres? Não porque ele é uno. Não sendo isto o que seriam então? O não ser? Mas o não ser não existe, não pode ser pensado, não pode ser dito. Portanto, diria ele, é indivisível.

O ser também é pleno, pois se houvesse intervalos no seu interior, o que haveria? O vazio, o vácuo? Mas o vazio, o vácuo é o não ser. O não ser não existe, não pode ser pensado, não pode ser dito. Portanto ele é pleno.



Os Sofistas 



Sócrates

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 Onde está a verdade ?


O Conhecimento se faz através da observação e da análise minuciosa do objeto estudado onde através da utilização da  ferramenta de uma teoria robusta chegamos a uma hipótese que tem ser testada na realidade concreta .

Vejamos, por exemplo,  neste “fato social ” , no caso o escândalo da carne podre vendida ao consumidor , os diversos ângulos de análise sobre o ocorrido . Veja a reportagem , uma opinião sobre o episódio e responda a enquete 

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Trabalho para os Grupos referente ao 1 Bimestre .

 


Tales de Mileto e a Matemática 

O pensar filosófico  através da matemática 


Exercícios de Fixação 

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Um pouco sobre Aristóteles 

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Exercícios de Fixação 

A lógica possui  três princípios fundamentais, sem os quais não haveria pensamento possível. 

 A lógica clássica, aristotélica, formula-os da seguinte forma:

 Principio  de Identidade :


I-  Uma coisa é o que é. 

II-  O que é, é; o que não é, não é. 

III- A é A (“A” designando qualquer objeto do pensamento)


Princípio de não contradição e a negação das proposições: 
Uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, segundo uma mesma perspectiva. 
Assim, não há contradição quando a realidade de que falamos não é julgada, quer num mesmo instante, quer num mesmo ponto de vista, mesmo quando se obtêm juízos que se opõem 

Princípio do terceiro excluído 

Uma coisa deve ser, ou então não ser; não há uma terceira possibilidade (o terceiro é excluído)

Problemas de Lógica  



  O raciocínio indutivo parte de premissas para inferir uma conclusão. 

As premissas são observações da natureza e de fatos do mundo. Há uma pretensão neste tipo de raciocínio: a conclusão de um particular fundamentado numa proposição geral, mas, como a proposição geral é fruto da observação, ela não é geral

Por exemplo: após uma extensa pesquisa sobre gansos, um cientista constatou numa população de 10 milhões de gansos, que todos eles eram brancos. Desta constatação, ele fez a seguinte proposição
Todos  os gansos são brancos.

Um colega deste cientista telefonou-lhe dizendo que enviou para ele um ganso. O cientista que propôs a teoria acima tem certeza de que o ganso que irá receber é branco? A resposta é não. Sua teoria está fundamentada em 10 milhões de gansos e não em todos os gansos. Portanto, um caso particular – 10 milhões de gansos, não pode fundamentar outro caso particular – um ganso

O raciocínio dedutivo conclui um particular de um geral. 

O geral é sempre uma hipótese. Quando se diz que ‘Todo homem é mortal. Sócrates é homem. Logo, Sócrates é mortal.’, está se dizendo: ‘Se todo homem é mortal. Se Sócrates é homem. Logo, Sócrates é mortal
 



Alguns tipos de falácia 

 

  Conhecimento (do latim cognoscere, “ato de conhecer”) é o ato ou efeito de conhecer. Como por exemplo: conhecimento das leis; conhecimento de um fato ; conhecimento de um documento; termo de recibo  ou nota em que se declara o aceite de um produto ou serviço; saber,instrução ou cabedal científico  (homem com grande conhecimento); informação ou noção adquiridas pelo estudo ou pela experiência; consciência de si mesmo

 

  

O sujeito ou cognoscente 
é aquele que e capaz de adquirir o conhecimento 

O objeto  ou cognoscivel 
é  aquilo  que sera conhecido 

A imagem 
 é o entendimento   do objeto pelo sujeito 


conhecimento senso comum – conhecimento religioso – conhecimento racional – conhecimento científico 

Conhecimento Senso Comum ou Empírico 

Trata-se de um conhecimento adquirido  no dia a dia,  na prática diaria, na vivência popular. É passado de geraçào em geração .Obtém crediblidade ica pela sua eficácia  através  dos tempos.

Conhecimento religioso ou teológico 

Trata-se de um conhecimento adquirido através  de ensinamentos religiosos situado -se em conceitos míticos ou sobrenaturais. Baseia-se na fé ou na disciplina religiosa . 

Conhecimento Racional ou filosófico 
Trata-se de um conhecimento que contesta a realidade de forma  racional criando a partir  daí ideias e conceitos . Vejam como a forma de adquirir conhecimento se faz de acordo com o receptor 

Conhecimento Científico 
Trata-se de conhecimento baseado em estudos,pesquisas  e comprovações científicas 

 

Racionalismo de Descartes

Como corrente filosófica, o racionalismo nasce com Descartes, e atinge o seu auge em B. Espinoza, G. W. Leibniz e Ch. Wolff. O racionalismo cartesiano indica que só é possível chegar ao conhecimento da Verdade através da razão do ser humano

 

Descartes (1596-1650) foi um filósofo e matemático francês. Criador do pensamento cartesiano, sistema filosófico que deu origem à Filosofia Moderna

Autor da obra “O Discurso sobre o Método”, um tratado filosófico e matemático publicado na França em 1637. Uma das mais famosas frases do seu Discurso é “Penso, logo existo”

Veja aqui como os nossos sentidos podem nos enganar 

empirismo é um movimento filosófico que acredita nas experiências humanas como únicas responsáveis pela formação das ideias e conceitos existentes no mundo
 
O  empirismo é caracterizado pelo conhecimento científico, quando a sabedoria é adquirida por percepções; pela origem das ideias, por onde se percebem as coisas, independente de seus objetivos ou significados

Empirismo filosófico de Locke
Os principais  teóricos  do empirismo foram  o filósofo inglês John Locke (1632 – 1704), que defendeu a ideia de que a mente humana é uma “folha em branco” ou uma “tabula rasa”, onde são gravadas impressões externas e o filosofo escocês David Hume (1721- 1776) que defendia a ideia de que todo o conhecimento deriva dos sentidos.  

Para John Locke a busca do conhecimento deveria ocorrer através de experiências e não por deduções ou especulações. Desta forma, as experiências científicas devem ser baseadas na observação do mundo. O empirismo filosófico descarta também as explicações baseadas na fé.

 Locke também afirmava que a mente de uma pessoa ao nascer era uma tábula rasa, ou seja, uma espécie de folha em branco. As experiências que esta pessoa passa pela vida é que vão formando seus conhecimentos e personalidade. Defendia também que todos os seres humanos nascem bons, iguais e independentes. Desta forma é a sociedade a responsável pela formação do indivíduo.

Como uma criança vai adquirindo conhecimento 

A gestão do conhecimento, do inglês KM (Knowledge Management), é uma disciplina que vem trazendo cada vez mais atenção nas últimas décadas. 

Trata-se de uma área de atuação transversal que possui diversas áreas correlacionadas, principalmente, a gestão estratégica.A GC promove, com visão integrada, o gerenciamento e compartilhamento de todo o ativo possuído pela empresa. Esta informação pode estar em um banco de dados, em um procedimento ou documento, bem como nos colaboradores com suas experiências e habilidades.

O conceito de gestão do conhecimento surgiu nas organizações no início da década de 90, e segundo Karl Sveiby, a GC  não é apenas um modo de eficiência operacional, mas sim parte da estratégia empresarial. 

Esse ideia parte da premissa de que todo o conhecimento existente  na organização pertencem unicamente à mesma. Em contrapartida, todos os colaboradores podem usufruir desse conhecimento e que ele  que pode ser de grande valia para, ao mesmo tempo em que contribui significativamente para a geração de riquezas, lucros e valor para a empresa e para seus colaboradores.

Conhecimento Explícito



É o conhecimento que já foi ou pode ser articulado, codificado e armazenado de alguma forma em alguma mídia. Ele pode ser prontamente transmitido para outras pessoas. A informação contida nas enciclopédias (incluindo a Wikipédia) é um bom exemplo do Conhecimento Explicito 

Conhecimento Tácito 
É aquele conhecimento que  o indivíduo adquiriu ao longo da vida, pela experiência. Geralmente é difícil de ser formalizado ou explicado a outra pessoa, pois é subjetivo e inerente às habilidades de uma pessoa. Trata-se de um talento 

 

Razão, no sentido geral, é a faculdade de conhecimento intelectual próprio do ser humano, é um entendimento, em oposição à emoção. É a capacidade do pensamento dedutivo, realizado por meio de argumentos e de abstrações. É a faculdade de raciocinar, de ascender às ideias.

A palavra razão tem origem na palavra latina, “ratio” e na palavra grega “logos”, que significam reunir, juntar, medir, calcular, portanto, razão significa pensar, falar ordenadamente, com medida, com clareza e de modo compreensível.   

A palavra razão é usada em muitos sentidos, pode significar a habilidade para fazermos uma avaliação da maneira correta, em que prevalece o bom senso, e a prudência, em que nos sentimos seguros de algo ou que sabemos com certeza alguma coisa. Ex.: “Eu estou com a razão”. “Ele não tem razão”.

A razão pode significar também a causa ou o motivo de uma ação, de uma atitude ou de um ponto de vista. Ex.: “Ela foi a mais importante razão para ele voltar”. 

A palavra razão é usada também como se fosse algo que se pode ter ou perder. Ex.: “Ele perdeu a razão”. “Ele recuperou a razão”.

Alguns sinônimos de razão são: motivo, pretexto, justificação, certeza e lucidez.


A filosofia vê a razão como a consciência moral que orienta as vontades e oferece finalidades éticas para a ação. Para muitos filósofos, a razão é a capacidade moral e intelectual dos seres humanos e também a propriedade ou qualidade primordial das próprias coisas.

Na célebre frase do filósofo francês, Pascal (1623-1662), “O coração tem razões que a própria razão desconhece”, a palavra razão tem dois significados, enquanto “razões” são as emoções do coração, “razão” é a consciência intelectual e moral da percepção das coisas

A crise do conceito de razão na modernidade 

Afinal , o progresso trás a felicidade ?

Como era a vida do Alexander Supertramp ?

Liberdade 

 

A vida alternativa do Capitão Fantástico 

Cientificismo ou cientismo é a doutrina dos que consideram os conhecimentos científicos como definitivos. Ele tem a razão como base e pode ser tomado como uma doutrina semelhante ao racionalismo. O Cientismo pode ser resumido na seguinte afirmação: “Tudo é explicável pela Ciência”.


Ciência e o futuro da humanidade 

Uma entrevista com Yuval Harari 

Clique aqui 

Pontos defendidos pelo cientificismo:

   

 * Somente o conhecimento científico é um conhecimento verdadeiro e real, isto é, somente aquilo que pode ser expresso quantitativamente ou ser formalizado, ou ser repetido à vontade sob condições de laboratório, pode ser o conteúdo de um verdadeiro conhecimento.”

    

* (Recíproca) Tudo o que pode ser expresso de forma coerente em termos quantitativos, ou pode ser repetido sob condições de laboratório, é objeto do conhecimento científico e, por isso, válido e aceitável.”

    

* Concepção mecanicista, formalista ou analista da natureza: o sonho da ciência. Átomos e moléculas e suas combinações podem ser inteiramente descritos segundo leis matemáticas da física das partículas elementares; a vida da célula em termos de moléculas … o pensamento do espírito (compreendendo todos os tipos de experiências psíquicas) em termos de circuitos de neurónios … No limite, o mundo não é senão uma estrutura particular no seio da matemática.”

    

* O papel do especialista. Somente os especialistas são os donos da verdade.”

    

* A ciência e a tecnologia provinda da ciência podem resolver os problemas do ser humano, e somente elas.”

    

* Somente os especialistas têm qualificações para tomar parte nas decisões … Se um especialista não basta para abarcar todos os campos envolvidos, recorra-se a um conjunto de especialistas.”

     

* Ciência, objecto de estudo e o cientistas são vistos como entidades distintas e não influenciáveis. Em outras palavras, o que os cientistas pesquisam e estudam são objectos externos e que existem independente da ideologia subjacente. A ciência é vista como a grande e a única verdadeira forma de conhecimento. Não há necessidade de se questionar as agências fomentadoras das pesquisas e nem a metodologia empregada pelos cientistas.




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