Filosofia III – Prof. Arlindenor Pedro

Programa para o ano de 2018

 
Ritos de passagem são aqueles que marcam momentos importantes na vida das pessoas. Os mais comuns são os ligados a nascimentos, mortes, casamentos e formaturas. Em nossa sociedade, os ritos ligados a nascimentos, mortes e casamentos são praticamente monopolizados pelas religiões. Já as formaturas não costumam ser, em si, religiosas, mas frequentemente têm importantes momentos religiosos.

Em todas as sociedades primitivas, determinados momentos na vida de seus membros eram marcados por cerimonias especiais , conhecidas como ritos de iniciação ou de passagem. Essas cerimônias, mais do que representarem uma transição particular para o indivíduo, representava igualmente a sua progressiva aceitação e participação na sociedade na qual estava inserido, tendo, portanto tanto o cunho individual quanto o coletivo

Todas essas cerimônias, no entanto, marcavam pontos de desprendimento. Velhas atitudes eram abandonadas e novas deviam ser aceitas. A convivência com algumas pessoas devia ser deixada para trás e novas pessoas passavam a constituir o grupo de relacionamento direto. Muitas vezes, a cada uma dessas cerimônias, a pessoa trocava de nome, representando que aquela identidade que assumira até então, não mais existia – ela era uma nova pessoa.

Nos tempos atuais e nas sociedades modernas, muitos desses ritos subsistiram embora muitos deles esvaziados do seu conteúdo simbólico. Batismo e festas de aniversário de 15 anos, por exemplo, são resquícios desse tipo de cerimônia, que hoje representam muito mais um  compromisso social  do que a marcação do início de uma nova fase na vida do indivíduo. No entanto, a troca do símbolo pela ostentação pura e simples, acaba criando a desestruturação do padrão social.

 A arte rupestre. O início de tudo
 

Basquiat – o prodígio do grafitt


 Obras de Brasquiat 


Em São Paulo o prefeito está apagando os Grafitts da cidade . 

O que você acha disto ?

No mundo moderno a Rede Web tem se tornado um importante veículo de propagação das criações de inúmeros artistas , principalmente artistas  gráficos  . 

Não mais importa o país onde ele esteja . A Internet propicia o acesso de milhões de pessoas as suas obras .Escolhemos alguns destes artistas para ver o seus trabalhos .

Gunduz Agayev

Igor Morski

Pawlel Kuczynski

Steve Cutts

Rob Gonçalves Rob Gonsalves 

Edward Hopper 


Street photography é sobre retratar pessoas e/ou situações na rua de maneira espontânea e discreta. É sobre retratar um momento puro, como ele é. Um retrato de um momento”. Na SP a foto não é posada , ela é um instantâneo  , um momento  que jamais irá se repetir. 

Vamos conhecer aqui a arte de um dos mais conhecidos artistas da street photography contemporânea : Itaci Batista 

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Quais são as raízes do hip hop 
Um sobrevivente do inferno 
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Luta contra o racismo 
 
Racionais e atitude política 
 
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A musica punk 
 

Como transformar a escola onde estudo em um ambiente que estimule a inovação ?

O que é felicidade ?

Durante a sua trajetória no planeta terra o ser humano normalmente associou o conceito de felicidade ao do desenvolvimento  técnico e controle da natureza . Será que isto é verdade ? 

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Epicuro e o conceito de felicidade 

 

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Epicuro nos diz que ter amigos é um dos caminhos para a felicidade . Estará na amizade a solução para o famoso  dilema do prisioneiro ?


Dois suspeitos, X e Y, são presos pela polícia, mas esta não tem provas suficientes para os condenar, então separa os prisioneiros em salas diferentes e oferece a ambos o mesmo acordo.


1. Se um dos prisioneiros confessar (trair o outro) e o outro permanecer em silêncio, o que confessou sai livre enquanto o cúmplice silencioso cumpre 15 anos.

2. Se ambos ficarem em silêncio ( não confessarem )  ou seja, colaborarem um com o outro, a polícia só pode condená-los a 1 ano cada um.

3. Se ambos confessarem (traírem-se um ao outro), cada um leva 5 anos de prisão.  

Cada prisioneiro faz a decisão sem saber a escolha do outro. Como irão reagir? Existirá alguma decisão/escolha racional? Qual seria a sua decisão? 


Matriz de resultados

Esta matriz resume-nos todos os pontos apresentados anteriormente.

Dilema do Prisioneiro

Aqui estão descritos o número de anos que cada jogador passará na cadeia, sabendo que quanto menor o tempo da pena, melhor será para o prisioneiro.

 

Sendo assim, cada jogador vai tentar maximizar o seu resultado individual. Desta forma, a única decisão racional a tomar será trair o outro prisioneiro. A explicação é a seguinte: 


Escolha do Prisioneiro A

 

– Suponha que o prisioneiro B escolhe Colaborar. Então, se você escolher Colaborar, leva 1 ano de prisão. Se escolher Trair, sai livre. Neste caso o valor que maximiza o seu resultado será sair livre e Trair o prisioneiro A.

– Suponha que o prisioneiro B escolhe Trair. Então, se você escolher Colaborar, leva com 10 anos de prisão. Se escolher Trair fica com 5 anos. Neste caso Trair é novamente a melhor opção. 


Escolha do Prisioneiro B


– Suponha que o prisioneiro B escolhe Colaborar. Então, se você escolher Colaborar, leva 1 ano de prisão. Se escolher Trair, sai livre. Neste caso o valor que maximiza o seu resultado será sair livre e

Trair o prisioneiro A.

– Suponha que o prisioneiro B escolhe Trair. Então, se você escolher Colaborar, leva com 10 anos de prisão. Se escolher Trair fica com 5 anos. Neste caso Trair é novamente a melhor opção.

Desta forma, podemos ver que a opção Trair é a melhor escolha, independentemente do que o outro prisioneiro irá escolher, confessar ou não.

Dilema: a escolha individual não é a melhor para ambos 

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E tire suas conclusões
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O que é ética ?
 
O sequestro do ônibus  174
Estudo de Caso  

Clique aqui  

Reflexões  sobre o saber ético 

No dia a dia freguentemente  ouvimos a palavra etica mas verdade muitas vezes ela se refere mais à moral.

Como assim? Ética e moral não significam a mesma coisa? 


 No senso-comum, sim, mas aqui, vamos pensar em que sentido as duas palavras se aproximam e aprender que cada uma delas aponta para questões diferentes.


Moral vem do latim Mores, que se aplica aos costumes de um determinado povo. No dicionário, podemos encontrar a seguinte definição:  

Moral: Conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para um grupo ou pessoa determinada. (Novo dicionário Aurélio da Ling. Portuguesa) 

 

A palavra Ética é de origem grega. Vem de Ethos que pode ter dois significados: costumes (da mesma forma que mores, do latim) e também pode significar caráter. No dicionário esta assim: 

 

Ética: estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto. (Novo dicionário Aurélio da Ling. Portuguesa) 

 

Então, a partir de agora vamos usar as duas palavras de forma diferenciadas, ok? 

 

Usaremos Moral para os costumes e Ética como parte da filosofia que reflete sobre a moral, sobre as normas de conduta do homem em sociedade e os valores que as norteiam. 

 

Quando falamos em ética estamos falando de algo além das regras de um determinado grupo. A ética questiona os fundamentos em valores que fundaram tais regras. 

 

A ética trata da ação humana, espaço de escolhas e decisões que dependem de avaliação e, por isso mesmo, nunca são totalmente seguras. É a reflexão ética que nos ajuda a lidar com a dúvida, com a culpa, com a vergonha, com o arrependimento e faz com que os seres humanos possam buscar fazer sempre as melhores escolhas no sentido de manter a integridade pessoal, ainda que estejamos sempre sujeitos a errar”.  

Mas como escolhemos? Ou melhor, escolhemos a partir do que?  

Os critérios de escolha, ainda que não sejam totalmente conhecidos, se baseiam nos valores da pessoa que decide. 

 

E o que são valores? São avaliações sobre as coisas e pessoas. Valores não são, nem valem por si mesmos. Dependem sempre do sujeito que atribuiu, ou afirmou o valor em questão. 

 

No dia a dia, emitimos juízos de fato e juízos de valor. Vamos ver a diferença entre eles? 

 

Juízo de fato: Pretendem ser objetivos. Enunciam o que são as coisas. Baseiam-se na experiência objetiva e na lógica. Dizem o que as coisas são, como são, por que são. Independem dos sujeitos concordarem ou não. Eles são! 

 

Juízo de valor: Enunciamos o que achamos sobre os fatos. Dependem sempre de uma avaliação, pois consideramos os fatos “bons” ou “maus”.  

Mas repare que o que é bom para um determinado grupo pode ser mau para outro grupo. E isso faz com que o campo da ética seja sempre polêmico. 

Avaliamos os fatos e acontecimentos do mundo. A interpretação, evidentemente dependerá de uma análise racional. Mas por mais que raciocinemos não há garantia de que vamos agir “corretamente”. Mesmo com muita reflexão, as interpretações são passíveis de engano. 

Ninguém consegue prever totalmente o resultado de sua ação. Nenhuma ação se dá solitária. As nossas ações se somam a ações de outros seres humanos que vão interferir no resultado das nossas e assim por diante. O futuro é imprevisível! 

É claro que o agir humano fundamentado pela razão propicia melhores consequências que o agir sem razão, ou seja, sem justificativas. Por isso é fundamental avaliar bem antes de agir. Mas o que é mais importante para você levar dessa aula é: as avaliações não acontecem “naturalmente”, mas sempre dentro de determinado contexto cultural, econômico e espiritual. Os valores são criados! 

Espero que você tenha compreendido que se os valores são criações do ser humano, eles também podem ser modificados. Os valores estão em constante transformação. 

E assim caminhamos numa tensão entre manter os costumes ou modificar os costumes quando percebemos que os valores que os definem não cabem mais. 

  

O que é liberdade ? 

 

Nascemos livres ou nos tornamos livres? ..

A visão  de Sarte 

O problema da liberdade ocupa os filósofos de todas as épocas. 


Jean Paul Sartre, filósofo existencialista do sec. XX, ao escrever sobre liberdade criou uma frase que ficou muito famosa e que dá o que pensar: 

 

Estamos condenados à liberdade (Sartre)


Vamos investigar o que isso significa!

 

O homem faz-se; ele não esta pronto logo de início; ele se constrói 

escolhendo a sua moral; e a pressão das circunstâncias é tal que ele não pode deixar de escolher uma moral. Só definimos o homem em relação a um engajamento. (Sartre) 

 

Para o existencialismo, o homem ao nascer não esta definido. Ele irá através da sua EXISTÊNCIA fazer-se homem.

 

Aqui estão em questão dois conceitos: determinação e liberdade


Determinar é definir previamente. Por ex. esta determinado que as abelhas vão produzir mel. Todas as abelhas seguem essa determinação. É uma lei da natureza que determina isso. O mesmo acontece com todos os demais seres vivos. Cada um tem seu papel na natureza e o segue sem o questionar. É da essência da abelha produzir mel. 

 

Sartre nos alerta que com os seres humanos não é assim: quando nascemos não estamos prontos.

 

O homem se define a partir do que vem a ser na sua existência, no seu tempo de vida”.

 

A existência precede a essência” ( Sartre) 

 

Isso significa que somos diferentes da abelha e dos demais seres vivos. Quando nascemos, nossa vida não esta determinada a ser dessa ou daquela maneira. 


Precisamos escolher a cada minuto. As escolhas que fazemos é que irão determinar como seremos. 

 

Não nascemos “prontos”! 

 

É o homem quem dá sentido a sua vida. Esse sentido não existe antes dele existir. 

 

O homem se constrói! 

 

É nesse sentido que o ser humano é livre. E não podemos fugir da liberdade. Ela é uma dimensão da vida humana, nos constitui. O não escolher como uma forma de não se comprometer já é uma escolha! 

 

Cada escolha implica numa responsabilidade. Escolhemos continuamente em todas as situações

 

É por isso que Sartre fala que somos CONDENADOS a liberdade.  


Não temos como escapar dessa tremenda responsabilidade que é decidir continuamente que rumo daremos a nossa vida.

 

E tem mais! Cada escolha não implica somente em responsabilidade para conosco, mas com toda a humanidade. isso, o filósofo chama de engajamento

 

Para ficar bem claro:

 

Engajamento é quando assumimos a responsabilidade por sermos livres. É 

quando nossas ações ganham essa dimensão e escolhemos não somente o que pode ser bom pra nós mesmos, mas para toda a humanidade. 

 

Ficar arranjando desculpas e pretextos não retira de nós a responsabilidade sobre nossas decisões. E até o não decidir é uma decisão! Quem procura justificativas para não agir, ou cede a influencias externas e não age de acordo com a sua própria consciência age de má fé! 

 

Perceber em nós que não temos como escapar de fazer escolhas e que cada escolha carrega uma enorme responsabilidade pode nos trazer angústia. Mas é essa angústia, (um certo “buraco ou peso no peito”) só você poderá preencher e cuidar. 

 

Quando assumimos a liberdade que nos constitui e nos tornamos responsáveis por nossas escolhas, vamos nos construindo como seres humanos autênticos. E o ser humano que é autêntico não foge da sua responsabilidade frente ao mundo e a humanidade, não dá desculpas, não age de má-fé. Ele é livre e por ser livre se engaja no mundo através dos seus projetos. 

 

E o seu projeto de vida? Esta fazendo suas escolhas com consciência da sua importância nesse mundo? 

 

Esperamos que tenha gostado de saber que a sua vida será o que você fizer de você mesmo! As possibilidades estão ai para que faça suas escolhas

Mecanismos de controle Social 

Clique aqui 

O que é política  ?
A concepção de política para os gregos da antiguidade 
A crise da Política Intitucional no mundo contemporâneo 
Como a esquerda vê o mundo 
Deleuze –  o que é ser de esquerda ?
O que é ser de direita – Olavo de Carvalho
O Cidadão deve rejeitar a política ?


 
O que é justiça ?


O que é Estado ? 
Poder e Dominação 
 “poder significa toda probabilidade de impor a vontade numa relação social, mesmo contra resistências, seja qual for o fundamento dessa probabilidade”
O que é dominação ?
Há uma relação de dominação quando uma quantidade qualquer de indivíduos obedece a uma ordem vinda de parte da sociedade, seja ela composta por uma ou por diversas pessoas.

Significa aquela situação em que a obediência se dá por motivos de hábito porque tal comportamento já faz parte dos costumes. Trata – se de uma dominaçao com carater legítimo, pois os dominados dão consentimento a esta dominação .
Os três  tipos de dominação segundo Weber 

            DOMINAÇÃO CARISMÁTICA

É aquela devida ao apreço puramente dito, à admiração pessoal ao dominador e a seu carisma, ou seja, suas qualidades, seus poderes. Os tipos mais puros são com o dominador na posição de profeta, herói guerreiro ou demagogo.

Um dos exemplos da administração puramente regida pela vontade do Líder se deu no período da ascenção dos regimes totalitários, antes de se oficializarem a obediência dos apóstolos se devia apenas ao carisma do líder, foi o que aconteceu na Itália fascista por exemplo. 

Onde os membros do partido fascista construiram grandes milícias de camisas negras, foram armados por oficias e prestavam cega obediência ao Chefe .

DOMINAÇÃO TRADICIONAL

Esse  tipo de dominação se faz através  do poder da tradição, da ordem social em sua mais pura forma, das instituições que perduram no tempo, sendo a sua forma mais pura o patriarcalismo, nessa dominação quem manda é o Senhor, e quem obedece é o súdito.

 O senhor diferentemente do líder é deificado através do tempo, dos costumes, se o senhor vai de encontro com algum aspecto consuetudinário ele põe em risco sua posição, já que abala a fonte de sua legitimidade, a tradição.

DOMINAÇÃO LEGAL-RACIONAL

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É o mais moderno tipo de dominação, a legal ou legal-racional, está sendo a forma mais sofisticada, para qual as outras convergem; ela tem sua legitimidade fundada em um estatuto; a forma mais pura é a burocracia; o grupo dominante constitui uma empresa, e é dividido em outras empresas, cada uma com sua competência, limites e funções próprias; é então um sistema, uma unidade de fim, heterônoma e heterotocéfala.

Então a pessoa que está no poder não é mero instrumento do próprio sistema, a regra estatuída dá as diretrizes de como se deve governar, não se obedece a pessoa, e sim o cargo estatuído.

O Estado moderno faz parte desse tipo de dominação, o governante eleito tem poder legitimado em seu cargo, não em sua pessoa, ao término de seu mandato o poder não muda de lugar, continua no cargo, estabelecido por um estatuto (uma constituição em geral), e outra pessoa assume esse cargo e a responsabilidade sobre o poder. 

Caracteriza assim o poder institucionalizado, fincado numa estrutura organizada para cumprir determinadas funções do poder independente da vontade daqueles detentores do mesmo, obedecendo normas previamente estabelecidas.  

Michael Foucault e conceito de poder 

População carcerária no mundo 
O sistema carcerário no Brasil 
Entrevista com Drauzio Varela 
A Guerra do Brasil
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Diferenças entre os conceitos do liberalismo classico   e os conceitos do socialismo tradicional 

O conceito da Mão Invisível de Adam Smith 

  Conhecendo o conceito de Alienação 

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O que é o homem alienado da sociedade moderna 

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